o conto, Teresa
desceu e pediu ao porteiro que comprasse sorvete.
por bilhete.
o porteiro olhou pra ela como se fosse o mais estranho ser daquela rua.
no bilhete dizia ainda da cirurgia, que a impossibilitava de falar.
é importante dizer que antes botou flores no cabelo. e um baton. vermelho.
não avisou os amigos que precisaria deles. nem a si mesma.
gostava da sensação de flores no cabelo,
por mais difícil que a hora lhe parecesse.
escrever ela podia. atender ao telefone, não.
'falar move a gente'
nem tanto, pensou.
olhou a parede de listras amarelas.
lembrou da frase do irmão:
'vc é um homem, ou um rato?'
a cirurgia era de juizo. os 4 dentes do juizo.
riu.
(com um pouco de medo.)
o que seria do próximo do capítulo?
se com todo o juizo já estava aqui,
imagina o que seria agora que desajuizada?
sentou-se em frente ao micro:
Caro Firmino,
ainda há tempo.
por bilhete.
o porteiro olhou pra ela como se fosse o mais estranho ser daquela rua.
no bilhete dizia ainda da cirurgia, que a impossibilitava de falar.
é importante dizer que antes botou flores no cabelo. e um baton. vermelho.
não avisou os amigos que precisaria deles. nem a si mesma.
gostava da sensação de flores no cabelo,
por mais difícil que a hora lhe parecesse.
escrever ela podia. atender ao telefone, não.
'falar move a gente'
nem tanto, pensou.
olhou a parede de listras amarelas.
lembrou da frase do irmão:
'vc é um homem, ou um rato?'
a cirurgia era de juizo. os 4 dentes do juizo.
riu.
(com um pouco de medo.)
o que seria do próximo do capítulo?
se com todo o juizo já estava aqui,
imagina o que seria agora que desajuizada?
sentou-se em frente ao micro:
Caro Firmino,
ainda há tempo.

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